A atividade proposta visa trabalhar a capacidade crítica dos alunos sobre a imparcialidade e possíveis vieses presentes em materiais jornalísticos. Os alunos assistirão a um vídeo sobre a pescaria do mapará no Pará, levando-os a refletir sobre a construção da notícia. Eles serão convidados a identificar características que indicam parcialidade e discutir como essas podem influenciar a percepção pública. Por meio de uma roda de debate, os estudantes poderão confrontar suas ideias e considerações, desenvolvendo habilidades de argumentação e diálogo. O foco será em promover uma compreensão sobre como a escolha de palavras, imagens e tom podem transmitir mensagens implícitas, estabelecendo uma relação mais crítica com o consumo e produção de notícias.
Os objetivos de aprendizagem desta atividade são proporcionar aos alunos a oportunidade de desenvolver uma postura crítica perante o consumo de notícias, reconhecendo que a imparcialidade absoluta é uma utopia no jornalismo. A atividade busca capacitá-los a identificar graus de parcialidade em textos jornalísticos e relacionar gêneros textuais específicos com a maneira como a informação é transmitida. Ao explorar a pescaria do mapará, os alunos também serão incentivados a considerar como as escolhas dos autores influenciam a construção da notícia, permitindo-lhes adquirir consciência das implicações de suas próprias escolhas ao produzir textos.
O conteúdo programático desta atividade está centrado na análise crítica de textos jornalísticos, com ênfase em conceitos como imparcialidade e viés. A atividade trabalhará a compreensão dos diferentes gêneros jornalísticos, promovendo a reflexão sobre como a escolha de palavras e o enquadramento de uma história impactam a perspectiva final apresentada ao público. Além disso, abordará a relação entre palavras sinonímicas e como mudanças sutis de linguagem podem alterar o significado percebido. A contextualização da pescaria do mapará será usada como exemplo prático para investigar e discutir estas dinâmicas em um cenário real e relevante para os alunos.
Para a realização desta atividade, utilizaremos metodologias ativas que fomentem o protagonismo do aluno e o engajamento crítico. Durante a roda de debate, será encorajado o diálogo aberto e respeitoso, promovendo um ambiente de troca e construção conjunta de conhecimento. A aula expositiva auxiliará na contextualização teórica, enquanto as discussões em grupo facilitarão a aplicação prática do conhecimento adquirido. Essas abordagens não apenas mantêm o interesse dos alunos, mas também permitem que eles desenvolvam habilidades essenciais, como argumentação, empatia e resolução colaborativa de problemas.
O plano de aula será dividido em duas sessões de 90 minutos para garantir a profundidade no tratamento do tema proposto. Na primeira aula, os alunos assistirão ao vídeo jornalístico e participarão de uma roda de debate, na qual serão instigados a discutir a imparcialidade do material apresentado. Na segunda aula, será realizada uma aula expositiva, abordando conceitos de imparcialidade e preconceitos na mídia, complementada por atividades práticas que permitirão aos alunos aplicar o que aprenderam. Esta divisão permite uma exploração inicial do tema, seguida por um aprofundamento e aplicação prática, consolidando assim o conhecimento adquirido.
Momento 1: Introdução à Teoria da Comunicação (Estimativa: 20 minutos)
Inicie a aula contextualizando a importância da comunicação na mídia. Explique conceitos básicos da teoria da comunicação, como emissor, receptor, mensagem, canal e feedback. Utilize exemplos práticos e cotidianos para ilustrar cada termo e permita que alunos façam perguntas para esclarecer dúvidas.
Momento 2: Exposição Interativa sobre Viés e Imparcialidade (Estimativa: 30 minutos)
Apresente conceitos de viés e imparcialidade nas notícias, destacando como as escolhas dos jornalistas influenciam a percepção pública. Distribua um texto de apoio aos alunos que inclui exemplos de notícias com viés claro e outro mais neutro. Peça aos alunos para identificarem e discutirem em duplas ou trios onde percebem parcialidade. Faça intervenções para esclarecimentos e conduza breves discussões coletivas.
Momento 3: Aplicação Prática dos Conceitos (Estimativa: 20 minutos)
Divida a turma em grupos e entregue um breve artigo ou excerto de notícia para cada equipe. Instrua-os a analisar o texto, identificando possíveis escolhas de linguagem tendenciosa. Peça que resumam suas descobertas e apresentem para a turma em formato de pôster ou infográfico. Avise que o foco está no processo de análise crítica, mais do que no formato do produto final.
Momento 4: Reflexão e Fechamento (Estimativa: 20 minutos)
Conduza uma reflexão coletiva sobre a importância de ser um leitor crítico. Questione como o que aprenderam pode ser aplicado em seus consumos diários de informação. Permita que compartilhem seus insights e reveja junto com eles os pontos principais abordados na aula. Encerre destacando a relevância de desenvolver habilidades críticas para a cidadania.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Adapte o uso de recursos visuais, como gráficos e imagens, para ajudar na compreensão dos alunos com deficiência intelectual. Use linguagem clara e pausas frequentes ao explicar conceitos teóricos, e revise cada conceito individualmente com alunos que precisem. Para alunos com TDAH, mantenha a dinâmica da aula variada e inclua atividades de movimento ou jogos rápidos de perguntas entre os momentos. Permita que esses alunos registrem suas percepções oralmente caso encontrem dificuldades em realizá-las por escrito. Ressalte pontos principais repetidamente e esteja disponível para esclarecimentos individuais, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada aluno.
A avaliação dos alunos será conduzida através de métodos diversificados e alinhados aos objetivos de aprendizagem. Esta abordagem possibilita uma avaliação mais completa e inclusiva do desenvolvimento cognitivo e social dos estudantes.
1. **Observação Participativa:** Durante a roda de debate, o professor observará a participação dos alunos, focando na habilidade de argumentação, respeito aos colegas e capacidade de identificar parcialidades no vídeo.
- **Objetivo:** Avaliar habilidades de argumentação, interação e pensamento crítico.
- **Critérios de Avaliação:** Engajamento no debate, respeito e uso de evidências para apoiar argumentos.
- **Exemplo Prático:** Tomada de notas sobre a habilidade de argumentação durante a roda de debate.
2. **Atividade Escrita:** Solicitar que os alunos produzam uma breve reflexão escrita sobre a imparcialidade do vídeo assistido, destacando as escolhas linguísticas usadas no jornalismo.
- **Objetivo:** Avaliar a compreensão conceitual e capacidade de escrita coerente.
- **Critérios de Avaliação:** Clareza na expressão de ideias, identificação de vieses e estruturação do texto.
- **Exemplo Prático:** Produção de um parágrafo analisando a imparcialidade da reportagem.
3. **Feedback Formativo:** Após as atividades, será oferecido feedback construtivo individual, incentivando a melhoria contínua.
- **Objetivo:** Promover reflexão e autocrítica sobre o próprio desempenho.
- **Critérios de Avaliação:** Receptividade ao feedback e aplicação das sugestões em trabalhos futuros.
- **Exemplo Prático:** Discussões individuais sobre as avaliações recebidas e planos de ação futuros.
Para viabilizar esta atividade, uma variedade de materiais e recursos será utilizada, garantindo que o processo de aprendizagem seja eficaz e inclusivo. É essencial fornecer um vídeo didático e acessível, que sirva como base para a discussão crítica. Além disso, utilizar recursos visuais como gráficos e apoio textual permitirá que os alunos entendam melhor o contexto e as nuances do tema. O uso de plataformas digitais pode facilitar a organização e compartilhamento de materiais complementares, promovendo o envolvimento digital e contribuindo para o desenvolvimento das competências tecnológicas dos alunos.
Entendemos que os professores enfrentam desafios diários consideráveis, mas a inclusão e acessibilidade são essenciais para garantir o direito de todos os alunos a uma educação de qualidade. Com o intuito de atender alunos com deficiência intelectual e TDAH, propomos estratégias que não onerem o professor em tempo ou custo. Para alunos com deficiência intelectual, é fundamental adaptar a linguagem utilizada, preferindo sentenças curtas e diretas. Recursos visuais adicionais, como infográficos, podem ser úteis para melhor compreensão. No caso de alunos com TDAH, proporcionar um ambiente estruturado com pausas regulares ajuda a manter a atenção. O uso de tecnologia assistiva como aplicativos que auxiliam na organização pode ser uma alternativa viável. Criar um ambiente de apoio, onde todos os alunos aprendem a respeitar suas diferentes velocidades e modos de aprendizado, é primordial para que o ambiente de sala de aula seja inclusivo e acolhedor.
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