A atividade tem por objetivo apresentar aos alunos a vida e obra de Carolina Maria de Jesus, enfatizando seu impacto social e literário. A primeira aula será expositiva, apresentando a biografia e principais produções da autora, destacando seu papel como voz poderosa em meio às adversidades sociais. Na sequência, os alunos participarão de uma atividade prática, onde criarão uma zine digital ou física. Esta atividade prática tem como objetivo estimular a reflexão crítica e social, promovendo o trabalho colaborativo e o debate sobre as diferentes perspectivas de mundo. A criação da zine envolverá a coleta de relatos da comunidade ou a elaboração de simulações que dialoguem com a obra de Carolina, permitindo que os alunos relacionem o contexto histórico e social da autora com seus próprios entornos sociais atuais.
Os objetivos de aprendizagem desta atividade englobam a compreensão do contexto histórico e social da obra de Carolina Maria de Jesus, desenvolvendo habilidades de análise crítica e produção textual. A atividade busca promover a reflexão sobre a importância das vozes marginalizadas na literatura e na sociedade, incentivando os alunos a reconhecerem e expressarem perspectivas diversas. Além disso, a criação colaborativa da zine visa desenvolver competências comunicativas e de trabalho em equipe, fundamentais para o ambiente contemporâneo. A prática de relacionar o contexto da autora com a atualidade também pretende fomentar nos alunos um olhar crítico sobre seu próprio ambiente social, promovendo o protagonismo estudantil e a integração dos conteúdos escolares com desafios reais.
O conteúdo programático desta atividade abrange a análise da obra e do impacto social da escritora Carolina Maria de Jesus, partindo do contexto histórico em que viveu para traçar paralelos com a atualidade. O estudo da biografia da autora é fundamental para compreender as adversidades superadas e a luta por visibilidade das classes marginalizadas. A atividade culmina na produção de uma zine, o que permite aos alunos aplicar teorias literárias a práticas sociais contemporâneas, incentivando a reflexão crítica e a criatividade. Desta forma, os alunos são levados a desenvolver competências que ultrapassam o campo puramente literário e adentram em terrenos de análise social e crítica.
A metodologia aplicada busca explorar o potencial das metodologias ativas para aprofundar o engajamento dos alunos na disciplina de Literatura Brasileira. A abordagem inicia com uma aula expositiva que estabelece as bases necessárias, seguida de uma atividade prática e colaborativa, onde os alunos são incentivados a criar uma zine. Esta combinação permite que eles assumam um papel ativo em seu aprendizado, empregando a criatividade e a investigação como ferramentas principais. A aula prática estimula o trabalho em equipe e o desenvolvimento de competências multilaterais, além de promover o protagonismo estudantil ao permitir que escolham as direções do seu projeto.
As aulas estão divididas em dois encontros de 50 minutos cada, permitindo uma abordagem detalhada e cuidadosa tanto na apresentação conceitual quanto na realização da atividade prática. Na primeira aula, o foco será apresentar a biografia e a obra de Carolina Maria de Jesus. Na segunda, os alunos irão trabalhar na criação de uma zine, o que permitirá praticar e aplicar os conhecimentos adquiridos na aula expositiva. Esta divisão ajuda a manter o ritmo da aula, garantindo que o conhecimento seja construído progressivamente, sem sobrecarregar os alunos com muita informação de uma só vez.
Momento 1: Abertura e motivação inicial (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula com uma breve introdução sobre a importância de discutir a obra de escritores marginalizados na literatura brasileira. Mostre um pequeno vídeo ou trechos de documentários sobre Carolina Maria de Jesus para despertar o interesse dos alunos. Permita que os alunos façam perguntas iniciais ou compartilhem o que já sabem sobre a autora. Observe se os alunos estão engajados e estimulados pelo conteúdo apresentado.
Momento 2: Apresentação da biografia de Carolina Maria de Jesus (Estimativa: 15 minutos)
Apresente a biografia de Carolina Maria de Jesus, destacando sua infância, contexto de vida e suas principais obras. Faça uso de um slide ilustrativo ou material visual que ajude na compreensão da narrativa. É importante que você enfatize o impacto social das suas produções literárias. Permita que os alunos façam anotações e incentivem a troca de impressões ao longo da apresentação.
Momento 3: Discussão em grupos sobre impacto social e literário (Estimativa: 15 minutos)
Divida os alunos em pequenos grupos para discutirem dois pontos principais: o impacto social das obras de Carolina Maria de Jesus e como ela representa a voz das minorias em sua literatura. Cada grupo deve escolher um porta-voz para apresentar suas conclusões à turma. Observe se todos participam ativamente da discussão e faça intervenções sutis para direcionar o foco do debate, se necessário.
Momento 4: Síntese e encerramento da aula (Estimativa: 10 minutos)
Reúna as ideias principais discutidas pelos grupos, complementando com observações críticas sobre a importância do legado de Carolina Maria de Jesus na literatura e na sociedade. Introduza brevemente a atividade prática da próxima aula (criação da zine), conectando-a ao tema discutido. Avalie a participação dos alunos através de um feedback oral imediato, reforçando pontos positivos e sugerindo melhorias.
Momento 1: Introdução à Atividade de Criação de Zine (Estimativa: 10 minutos)
Explique aos alunos o que é uma zine e como ela pode ser uma ferramenta poderosa de expressão pessoal e crítica social. Dê exemplos de diferentes estilos e formatos de zines. Apresente a atividade principal: a criação de uma zine inspirada na obra de Carolina Maria de Jesus. É importante que você relacione o tema aos aspectos discutidos na aula anterior. Permita que os alunos façam perguntas sobre a zine e compartilhem ideias iniciais.
Momento 2: Planejamento e Brainstorming em Grupo (Estimativa: 15 minutos)
Divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo deve discutir e decidir sobre o foco de sua zine, inspirando-se em temas relevantes da obra de Carolina Maria de Jesus ou em questões atuais que dialoguem com sua narrativa. Incentive a contribuição de ideias de todos os integrantes do grupo. Procure observar se todos participam igualmente e intervenha, caso necessário, para equilibrar a contribuição entre os alunos. Pode ser útil ter um quadro branco ou flip chart para que cada grupo registre suas ideias principais.
Momento 3: Desenvolvimento da Zine (Estimativa: 20 minutos)
Dê início ao processo de criação. Os alunos devem usar materiais como papéis, canetas, colagens, ou editores digitais disponíveis. Circulando pelas equipes, ofereça apoio e sugestões, motivando a criatividade e o pensamento crítico. É importante que você estimule os alunos a explorarem diferentes técnicas e conteúdos. Pergunte sobre o desenvolvimento das temáticas escolhidas, incentivando análises mais profundas. Sugira que façam esboços antes de finalizar qualquer parte da zine. Avalie a colaboração e a participação de cada grupo, prestando assistência especial para equipes que encontrem dificuldades.
Momento 4: Apresentação e Reflexão (Estimativa: 5 minutos)
Cada grupo deve apresentar brevemente sua zine para a turma. Promova um espaço de feedback positivo onde os alunos podem fazer comentários construtivos e expressar suas impressões sobre o trabalho dos colegas. Encoraje reflexões sobre o que aprenderam com a atividade e como puderam encontrar paralelos entre a obra de Carolina Maria de Jesus e a realidade atual. Faça anotações sobre o envolvimento e a reflexão crítica de cada grupo para a avaliação posterior.
A avaliação será diversificada e adaptada ao contexto da atividade e dos alunos. Um dos métodos é a avaliação formativa, que integra observações e feedbacks contínuos ao longo das aulas, promovendo ajustes imediatos no processo de aprendizagem. Para complementar, a avaliação somativa será realizada através das zines criadas, sendo analisadas quanto à originalidade, criatividade, conexão com a temática proposta e coesão do texto coletivo. Para garantir a inclusão, os critérios podem ser adaptados para contemplar alunos com necessidades específicas, como audiodescrição dos conteúdos para alunos com deficiência visual, e oferecer feedbacks detalhados para favorecer o crescimento acadêmico. Adicionalmente, o processo avaliativo contemplará a autoavaliação, onde os alunos irão refletir sobre sua participação e produção, promovendo autonomia e desenvolvimento pessoal.
Os recursos e materiais utilizados na atividade foram planejados para integrar tecnologias educacionais e ferramentas que potencializem o aprendizado de maneira significativa. O uso de vídeos, documentários sobre a vida de Carolina Maria de Jesus e trechos de seus livros serão fundamentais para a compreensão contextual da sua obra. Já para a produção das zines, os alunos terão à disposição recursos digitais, como editores de texto e imagens, além de materiais impressos, como papéis e revistas antigas para recorte, se necessário. Essa combinação de diferentes mídias não apenas enriquece o conteúdo, mas também atende ao desenvolvimento de competências tecnológicas e comunicativas nos alunos.
Entendemos que os desafios do cotidiano docente são grandes e que planejar a inclusão às vezes pode representar um esforço adicional. No entanto, é vital assegurar a participação efetiva de todos os alunos. Para alunos com transtorno do espectro autista (Nível 2), recomenda-se a adaptação das atividades através da simplificação das etapas complexas, proporcionando um ambiente com menos estímulos visuais e sonoros intensos. Estratégias de comunicação claras e diretas são essenciais para garantir a compreensão e o engajamento. Tecnologias assistivas, como tablets com aplicativos de comunicação, e a possibilidade de realizar atividades em pequenos grupos ou individualmente, conforme necessário, também são recomendadas. O professor deve estar atento a sinais de sobrecarga sensorial, oferecendo intervalos e ajustes no ritmo das atividades conforme necessário. O contato frequente com a família pode ajudar a ajustar as estratégias de ensino e garantir um alinhamento entre a escola e o ambiente familiar.
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